10.06.2006

A nossa moção e os media ( II )

Na edição de hoje do Diário de Notícias, com o título “Moção de Roseta falhou na recolha de cem assinaturas”, notícia assinada por João Pedro Henriques diz às tantas que “só 52 das 208 assinaturas entregues por Roseta na passada sexta-feira foram consideradas válidas pela Comissão Organizadora do Congresso, sendo que as restantes entregues terão consistido no essencial em fotocópias de assinaturas recolhidas por Manuel Alegre no congresso socialista de 2004”.
Esta afirmação, além de falsa, é difamatória. Pressupõe que eu teria utilizado fotocópias de assinaturas recolhidas para outro fim na recolha de assinaturas para a minha moção, o que constituiria um acto grave de falsificação e fraude.
A recolha das 211 assinaturas que entreguei recorreu a entrega por faxes, enviados de todos os pontos do país, incluindo as regiões autónomas. O que sucedeu foi que a COC do PS não aceitou os faxes e decidiu exigir os documentos originais, embora tal exigência não tenha qualquer suporte no regulamento do Congresso. Que eu saiba, nunca tal exigência se verificou na prática anterior do PS. Até porque um fax, como o nome indica, é um fac-simile do original, aceite na generalidade dos nossos serviços públicos.
Evidentemente já solicitei ao jornalista do DN a rectificação do que escreveu. Espero que tal suceda na edição de amanhã. Só não percebo como é que jornalistas experientes caem na esparrela de vender gato por lebre, difamando pessoas pelo caminho.

Helena Roseta

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